Edit Content

Menu

Danilo-Marçal

Entrevista com Danilo Marçal, CTO da Coplana

Entrevista com Danilo Marçal, CTO da Coplana

“Manter a curiosidade viva e nunca parar de aprender”. Este é o lema de Danilo Marçal que quando criança desmontava brinquedos e eletrodomésticos para saber como funcionavam. Mas garante que os montava de volta … e corretamente. Hoje, como CTO da Coplana, cooperativa produtora de amendoim com sede no interior de São Paulo e 1,3 mil cooperados, Danilo busca uma aproximação cada vez maior com os cooperados por meio da transformação digital fortalecendo a cultura orientada a dados, “onde inovação e governança caminham juntas”. E também a democratização da IA com garantia de governança e segurança. Conheça sua trajetória nesta Bastidores da TI.

Compartilhar:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email
Share on whatsapp

“Manter a curiosidade viva”

Este é um dos lemas de Danilo Marçal, CTO da cooperativa Coplana, que desde criança se interessava por saber como as coisas eram por dentro e como funcionavam. A curiosidade fazia com que desmontasse brinquedos e mesmo eletrodomésticos. “Mas eu conseguia montar de novo”, garante. Com incentivo do pai, aos 16 anos foi cursar Tecnologia. “O que mais me encanta é a transformação de algo que não é tangível em realidade”, diz e lembra que no início era apaixonado por infraestrutura até perceber o valor que a Tecnologia como um todo podia trazer para as empresas. “Me lembro que desde cedo eu tinha a percepção de onde a Tecnologia poderia chegar.”

Sua trajetória profissional começou Tereos, uma cooperativa francesa que atua no setor sucroalcooleiro, na geração de energia. Percebendo sua facilidade em comunicação e relacionamento decidiu aproveitar este dom para fazer com que a parte técnica fosse compreendida pelas demais áreas. O primeiro grande projeto do qual participou na Tereos no início de sua carreira foi a padronização de processos de TI dentro do SAP. “Aos 24 anos eu estava em um dos projetos mais importantes da empresa.”

Danilo conta que a empresa atuava em diversos países como Inglaterra, China, Espanha e países africanos, além da própria França, e cada um destes lugares tinha seu próprio processo de TI. “O desafio era padronizá-los e integrá-los com dificuldades do tipo explicar nosso regime tributário para o board francês”, lembra.

Por questões familiares, Danilo acompanhou e acompanha até hoje o desenvolvimento tecnológico na medicina. “Vendo como a tecnologia é capaz de salvar vidas, percebi que em outras áreas ela também pode gerar resultados significativos.” E com este espírito, depois de cerca de 15 anos na Tereos foi trabalhar em uma outra cooperativa, a Coplana, que atua na produção e beneficiamento de amendoim usado na fabricação de chocolates e snacks, entre

outros. Situada em Jaboticabal, no interior de São Paulo e com 1,3 mil associados, 60% da produção da Coplana é voltada ao mercado europeu e o restante fica no Brasil.

Seu grande desafio ao entrar era promover a jornada de evolução da maturidade tecnológica e a cultura da empresa com relação à Tecnologia. Isso depois que um estudo da PWC havia mostrado que TI era a área com índice de maturidade mais baixo na companhia: 1,35 de um total de 5 pontos. “Tive que gerar confiança, engajamento e equilibrar inovação e continuidade operacional.”

Para Danilo, quando você apresenta o Plano Diretor de TI para o board, muitas vezes eles não entendem. “Você tem que mudar o tom e mostrar estudos de riscos que podem levar a multas com perdas da ordem de milhões de reais. “Aí você muda o tema da conversa.” Ele conta que foram inúmeras reuniões onde apresentou um material que havia produzido e que era menos técnico e mais focado nas questões de negócios, como riscos e outras. “Tive uma grata surpresa quando diante de uma apresentação para o board os conselheiros me parabenizaram”, relata.

Segundo Danilo, quando entrou na companhia, a área de TI não detinha o controle total do orçamento de tecnologia, que era descentralizado e distribuído entre as áreas usuárias. Determinamos então que nada mais seria contratado sem passar pela TI e criamos políticas e procedimentos baseados em Pessoas, Papéis e Responsabilidades. O resultado foi que além de nos últimos seis anos o índice de maturidade da área ter subido para 3,86, na última safra a cooperativa registrou o maior índice de recebimento de amendoim que passa por uma gama de análises que garantem a rastreabilidade e a separação das diferentes variedades, entre outros procedimentos.

Como CTO, seus planos hoje são de acelerar a transformação digital buscando uma aproximação cada vez maior com os cooperados fortalecendo a cultura orientada a dados, “onde inovação e governança caminham juntas”, reforça. E também a democratização da inteligência artificial entre os sócios da cooperativa. Para isso, está sendo desenvolvido um ambiente interno de IA com garantia de governança e segurança onde um agente, o CTC – Consultor Técnico Coplana pode, por exemplo, sugerir proativamente a compra de insumos em determinada época do plantio com base nos dados de cada cooperado.

E assim Danilo retoma seu lema: “manter a curiosidade viva e nunca parar de aprender”.

Destaques

Conteúdos Relacionados