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Bradesco opera no “segundo ato” da IA corporativa e reduz em 78% o tempo de desenvolvimento

Bradesco opera no “segundo ato” da IA corporativa e reduz em 78% o tempo de desenvolvimento

Executivos do banco apresentam modelo de equipes híbridas com agentes de IA e caso de modernização de legado com redução expressiva em tempo e esforço

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O Bradesco detalhou como está integrando colaboradores e agentes de inteligência artificial em um único sistema de trabalho. O painel sobre a redefinição de produtividade e modelo operacional contou com a presença de Cíntia Scovine Barcelos, CTO do banco, Francesco Di Marcello, CIO, e Nelson Borges, superintendente sênior de TI.

 

Os executivos explicaram que a vantagem competitiva virá da redefinição do modelo operacional. Nele, os humanos definem estratégia, contexto e governança, enquanto a IA assume atividades operacionais e analíticas em escala. A jornada do banco está organizada em três atos, partindo do uso da IA como assistente até a atuação de agentes autônomos.

 

Atualmente no Ato 2, o banco utiliza agentes especializados por etapa sob aprovação humana, com ganhos de produtividade que chegam a 90% em tarefas específicas. A base da operação é a plataforma Bridge (Bradesco Inteligência de Dados Generativa), que reúne grandes e pequenos modelos de linguagem com guardrails de ética e segurança. “A Bridge é o coração de tudo o que o Bradesco tem com IA”, afirmou Cíntia Barcelos.

 

No ano em que a b.ia completa 10 anos, a solução atua em três frentes: a b.ia Corporativa, usada por 100% dos funcionários; a b.ia Clientes, concierge digital no WhatsApp e no app; e a b.ia Tech & AgentiX, voltada aos desenvolvedores internos. Em sua apresentação, Nelson Borges destacou a transição para o AI-DLC (AI-Driven Development Lifecycle), conceito focado na eficiência além da codificação.

 

Borges citou um estudo do METR de 2025 para mostrar que a IA exige foco no início da cadeia de engenharia. “O gargalo não estava no código, estava no requisito”, resumiu o executivo, justificando a aplicação da tecnologia na construção de especificações. Em seguida, Francesco Di Marcello ilustrou o impacto prático dessa abordagem com a automação na análise de cartas de gestoras de fundos.

 

Antes restrita a no máximo 5% do mercado por limitações manuais, a cobertura potencial saltou para até 100% do universo monitorado, com 78% de redução em horas. O projeto envolveu 54 mil linhas de código, 149 horas de sessões humanas e entrega em três meses. Para sustentar a escala, os executivos enfatizaram fundações como a identidade não humana e a observabilidade agêntica. “Se no dia 1 não temos o ‘RH dos agentes’, o risco de proliferação é altíssimo”, reforçou Di Marcello.

 

Por fim, a transformação exige a evolução do modelo de trabalho para o Agentic Agile, no qual pessoas e agentes atuam integrados. “Estamos redesenhando o modelo operacional dos times, evoluindo do Agile tradicional, baseado principalmente em Scrum e Kanban, para um modelo de Agentic Agile, no qual pessoas e agentes de IA trabalham de forma integrada”, reforça Francesco.

 

Nessa estrutura, gestores e líderes técnicos direcionam prioridades, enquanto engenheiros de IA refinam os fluxos dos agentes. “Criamos, assim, um ciclo contínuo de execução, avaliação, aprendizado e otimização, aumentando progressivamente a autonomia dos agentes, a qualidade das entregas e a produtividade de toda a organização”, conclui o executivo.

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