Os resultados de duas iniciativas estratégicas do Banco do Brasil, desenvolvidas em parceria com o Grupo Stefanini, mostram como a IA combina produtividade, agilidade e otimização de custos na operação bancária. A instituição já atinge uma estimativa inicial de R$ 23 milhões em economia anual na logística de dinheiro e eficiência superior a 8 mil horas-homem por ano na análise de crédito.
Para o Banco do Brasil, os projetos reforçam o uso prático da inovação conectada aos desafios reais do negócio. “A tecnologia precisa estar conectada aos desafios reais da operação. Quando usamos inteligência artificial para prever necessidades, recomendar decisões e otimizar recursos, conseguimos transformar dados em eficiência e, ao mesmo tempo, liberar as equipes para atividades que exigem conhecimento e capacidade de decisão”, afirma Diogo Suzart, executivo de IA do Banco do Brasil.
No projeto Balanço Digital, o banco aplica IA na análise de demonstrativos contábeis como Balanços Patrimoniais, DREs e SPEDs para a concessão de crédito corporativo. A solução desenvolvida em conjunto reúne visão computacional, OCR, deep learning, processamento de linguagem natural e IA Generativa para extrair, classificar e estruturar dados financeiros de clientes Pessoa Jurídica, reduzindo tarefas manuais e liberando equipes para análises estratégicas.
Nas fases iniciais, o Balanço Digital já gera ganho de eficiência superior a 8 mil horas-homem anuais no processo de crédito do banco, além de mitigar erros operacionais e agilizar o atendimento aos clientes. Paralelamente, o projeto de Numerário e Rotas otimiza a gestão do dinheiro físico na rede de agências, aplicando mais de 5 mil modelos integrados de IA para prever demandas e evitar tanto o desabastecimento quanto o excesso de recursos retidos.
A solução contempla também o modelo de Rotas de Numerários, que utiliza regras especialistas, painéis gerenciais e modelos preditivos e prescritivos para indicar o melhor momento, volume e trajeto de abastecimento entre tesourarias e agências do banco. A inteligência preditiva apoia decisões operacionais de alto impacto e projeta economia inicial de R$ 23 milhões ao ano em despesas administrativas, reduzindo a quilometragem percorrida e otimizando o planejamento logístico.
“Esses dois casos são particularmente emblemáticos porque mostram a amplitude da aplicação da IA no setor financeiro. De um lado, temos inteligência para interpretar informações complexas e apoiar decisões de crédito. De outro, modelos que antecipam necessidades e otimizam uma operação logística de grande escala. Em ambos, o valor está em usar tecnologia para tomar decisões melhores, mais rapidamente e com maior eficiência”, conclui Rodrigo Stefanini, CEO Latam e Espanha do Grupo Stefanini.


