A Inteligência Artificial entrou definitivamente na fase de aplicação prática e impacto concreto nas empresas. Ela vem se consolidando como um pilar estratégico para produtividade, inovação e novos modelos de negócio. A partir das movimentações mais recentes do mercado, a Meta, empresa que transforma negócios com tecnologia, levantou algumas tendências que já se destacam como vetores centrais dessa transformação e realmente mexem nos resultados das empresas.
1. A era do trabalho aumentado por IA
A IA deixa de ser vista apenas como ferramenta de automação e passa a atuar como um recurso que amplia a capacidade humana. Ao assumir tarefas repetitivas e operacionais, a tecnologia libera tempo das equipes para atividades de maior valor, como criatividade, relacionamento, análise e tomada de decisão. “A tecnologia não substitui a pulsão humana, mas libera tempo e energia para atividades de maior valor, como criação, relacionamento e inovação”, destaca Viviane Furquim, diretora de Pessoas e Performance da Meta. Esse modelo, conhecido como augmented work, vem ganhando espaço em empresas que buscam eficiência sem perder o protagonismo humano.
2. Desenvolvimento de software muito mais rápido
O modelo tradicional, baseado exclusivamente na escrita manual de código, vem sendo redesenhado pelo desenvolvimento orientado por intenção. Nesse formato, equipes conseguem gerar arquiteturas, documentação, testes e trechos completos de código em poucas horas, a partir da simples descrição do que precisa ser construído. O resultado é mais velocidade, redução de custos e democratização do desenvolvimento, inclusive para profissionais não técnicos. Setores como varejo, bancos e seguradoras já utilizam esse modelo para encurtar projetos que antes levavam semanas ou meses.
3. Modernização inteligente de sistemas legados
A modernização de plataformas antigas ganha novo ritmo com o apoio da IA. Agentes inteligentes já são capazes de mapear sistemas, interpretar regras de negócio, reescrever códigos e criar testes automatizados. Com isso, a modernização deixa de ser apenas uma atualização tecnológica e passa a ser um processo estratégico, com impacto direto na eficiência operacional, na segurança e na escalabilidade. Em projetos desse tipo, empresas têm registrado aumentos expressivos de produtividade e automação de processos críticos.
4. Plataformas multiagentes: a nova fronteira da automação
Ganha força o uso de sistemas multiagentes, os orquestradores, em que diferentes agentes de IA atuam de forma coordenada para executar tarefas complexas. Esse modelo permite criar processos mais autônomos, resilientes e altamente escaláveis, ampliando a capacidade das organizações de operar em ambientes de alta complexidade e velocidade. Esse tipo de arquitetura passa a ser visto como um dos principais caminhos para a próxima geração da automação inteligente.
5. Ética, governança e letramento digital no centro da estratégia
Com o avanço acelerado da IA, cresce também a necessidade de estabelecer regras claras de uso, segurança e controle. Transparência, proteção de dados e orientação constante às equipes se tornam pontos críticos para a adoção responsável da tecnologia. “É extremamente necessário o letramento digital, preparando colaboradores, gestores e líderes para compreender o funcionamento da IA, avaliar impactos e assumir o controle das decisões tecnológicas dentro das organizações”, afirma Ricardo Saravalle, head de Estratéga e Soluções Digitais da Meta. Nesse cenário, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a exigir maturidade organizacional.
No mercado de trabalho, os efeitos dessa transformação já são visíveis. Atividades operacionais tendem a ser cada vez mais automatizadas, enquanto ganham força as funções ligadas à estratégia, criatividade, análise e experiência do cliente. “Em vez de eliminação de postos de trabalho, o que se observa é uma ressignificação das funções, com pessoas assumindo papéis mais decisórios e orientados à experiência humana”, completa Roberto Certo, CRO Meta. O profissional do futuro passa a ser, cada vez mais, um orquestrador de decisões com apoio da Inteligência Artificial.


