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IA genérica não atende necessidades de 68% das empresas, aponta estudo da Infor

IA genérica não atende necessidades de 68% das empresas, aponta estudo da Infor

Com 80% das organizações brasileiras adotando sistemas prontos, especialização por setor e governança tornam-se essenciais para a eficácia dos processos

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A adoção de inteligência artificial avança entre as empresas brasileiras e evidencia um novo desafio: como aplicar a tecnologia a processos específicos de negócio sem perder contexto, controle e capacidade de supervisão. No Brasil, 17% das empresas utilizaram IA em 2025, ante 13% em 2024, segundo a pesquisa TIC Empresas. Entre as organizações de grande porte, o percentual atingiu 50%.

 

Entre as empresas brasileiras que já utilizam IA, 80% adquiriram softwares ou sistemas prontos para uso, proporção que chega a 83% na indústria de transformação e no setor de transportes e logística. Embora reflitam a agilidade na adoção da tecnologia no país, esses dados não avaliam se as ferramentas atendem adequadamente às particularidades e complexidades operacionais de cada segmento.

 

A aderência da IA aos diferentes contextos corporativos é um dos principais desafios identificados pelo Infor Enterprise AI Adoption Impact Index, conduzido pela YouGov a pedido da Infor, especialista em soluções em nuvem por setor. O estudo ouviu 2.111 decisores em sete mercados e revelou que 68% consideram que soluções genéricas de IA não atendem adequadamente às necessidades de seus setores.

 

Diante desse cenário, a Infor anunciou a expansão da arquitetura Infor Industry AI e a evolução do Infor Velocity Suite, incorporando agentes especializados por indústria, integração com sistemas de terceiros e mecanismos de governança, risco e compliance. A proposta é fornecer maior contexto aos modelos utilizando informações de aplicações e catálogos de processos específicos.

 

“Hoje, todos têm os mesmos modelos de IA. O que importa é o que esses modelos sabem sobre o seu negócio. Os clientes continuam nos dizendo que a IA de uso geral não compreende os detalhes do seu mundo, como a forma pela qual um fabricante de alimentos rastreia um lote com problema até seus fornecedores ou como um distribuidor precisa reajustar preços quando os custos de frete aumentam. Nossos agentes têm acesso ao nosso profundo contexto de indústria para entregar resultados precisos e de valor”, afirma Kevin Samuelson, CEO da Infor.

 

As limitações das soluções generalistas são ainda mais percebidas na manufatura (73%), na distribuição (76%) e no varejo (69%). No Brasil, dados do IBGE apontam que o uso de IA nas indústrias extrativas e de transformação com 100 ou mais funcionários saltou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024, reforçando a busca por especialização.

 

Com mais de 350 casos de uso pré-configurados, a arquitetura da Infor permitiu que clientes registrassem aceleração de até 60% no processamento de remessas e redução de até 90% no tempo gasto em fluxos de compras, supply chain e vendas.

 

“A IA só importa quando cria valor real. A Infor acompanhou nossas ambições, combinando os Infor Industry AI Agents com Forward Deployed Engineers que entendem nosso setor e trabalham como uma extensão de nossa equipe. Juntos, estamos reduzindo o trabalho manual e transformando desafios operacionais em melhorias práticas, construindo confiança um processo de cada vez”, afirma Alicia Thompson, CTO da Team Air Distributing.

 

O avanço da autonomia também amplia as exigências de governança. O levantamento indica que 54% dos líderes mundiais estão confortáveis com agentes autônomos executando processos críticos sem intervenção humana constante, mas 33% ainda apontam segurança de dados, soberania e compliance como os principais obstáculos. Além disso, 15% das empresas não têm um responsável definido pela tecnologia.

 

Para garantir maior rastreabilidade, a nova arquitetura da Infor inclui fluxos de aprovação humana, estruturas de permissão e registros de auditoria, preparando as corporações para a próxima fase da IA corporativa.

 

“A próxima fase da IA empresarial será definida não pelo acesso aos modelos, mas pela eficácia com que as organizações aplicam IA dentro do contexto de seus setores e processos de negócio. O foco da Infor em inteligência específica por indústria, interoperabilidade e governança incorporada aborda várias das barreiras práticas enfrentadas pelas organizações à medida que avançam da experimentação com IA para resultados confiáveis e mensuráveis”, afirma Shashi Bellamkonda, Principal Research Director da Info-Tech Research Group.

 

A pesquisa revela ainda que 59% das empresas pretendem aumentar os investimentos em IA nos próximos 12 meses, consolidando a transição da experimentação para a aplicação prática, governada e escalável nos negócios.

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