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Gartner: 44% dos CEOs têm dificuldade para comprovar retornos financeiros da IA

Gartner: 44% dos CEOs têm dificuldade para comprovar retornos financeiros da IA

Mesmo diante do desafio de demonstrar resultados imediatos, líderes empresariais aceleram investimentos e recorrem à reformulação dos negócios para desbloquear o valor da Inteligência Artificial

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Quarenta e quatro por cento dos Chief Executive Officers (CEOs) enfrentam dificuldades para demonstrar aos stakeholders os retornos financeiros impulsionados pela Inteligência Artificial (IA), de acordo com o Gartner, Inc., empresa de insights de negócios e tecnologia. Ainda assim, os executivos não estão recuando nos aportes em tecnologia e passam a utilizá-la para reformular a maneira como suas organizações operam, competem e crescem.

 

A “2027 Gartner CEO Survey”, realizada em abril e maio de 2026 com 203 CEOs e executivos de negócios seniores de todo o mundo, constatou que 62% apontaram o crescimento da receita e dos negócios como uma das principais prioridades estratégicas, enquanto 75% planejam aumentar os investimentos em tecnologia.

 

“O problema de gerar valor com a Inteligência Artificial não será resolvido simplesmente adicionando mais IA às formas de trabalho existentes”, diz David Furlonger, Vice-Presidente Analista Emérito do Gartner. “Os CEOs precisam cada vez mais da tecnologia para criar liberdade estratégica: a capacidade de entrar em mercados, reformular ofertas, reconfigurar operações e responder a disrupções mais rapidamente do que os concorrentes. Para os Chief Information Officers (CIOs), isso significa mudar a conversa da implementação da IA para a reformulação da maneira como a empresa cria valor.”

 

A tecnologia está determinando cada vez mais quais escolhas estratégicas estão disponíveis para as organizações. Prova disso é que 80% dos CEOs afirmaram que a tecnologia se tornou estratégia, colocando as decisões tecnológicas no centro das discussões sobre crescimento, competitividade e direcionamento corporativo.

 

Ao mesmo tempo, os líderes enfrentam disrupções significativas: 93% esperam que a volatilidade econômica tenha impacto alto ou médio sobre os objetivos estratégicos até 2027; 79% preveem esse mesmo nível de impacto vindo de conflitos persistentes; e 77%, da industrialização da IA. O nível de prontidão para esses cenários, porém, é bem menor, atingindo 24%, 11% e 20%, respectivamente.

 

“O objetivo não é adotar tecnologia pela tecnologia em si, mas conquistar liberdade estratégica”, diz Furlonger. “A tecnologia cria opções para a empresa: mudar de direção, buscar novas fontes de crescimento e responder quando as condições de mercado mudam. Os CIOs que permanecem apenas como executores na ponta final do processo correm o risco de serem excluídos das decisões que, cada vez mais, definem a vantagem competitiva.”

 

Os CEOs também sinalizam que obter maiores retornos exigirá mais do que melhorias individuais de produtividade. Para acelerar ganhos financeiros tangíveis até 2027, 63% identificaram a reformulação radical do modelo operacional como medida estratégica principal, 52% citaram a implementação agressiva de agentes de IA como funcionários e 47% apontaram a liberação ou realocação de capital por meio de reestruturação dos negócios.

 

“A lição das transformações tecnológicas anteriores é que a geração de valor se acelera quando as organizações se reformulam em torno do novo recurso, em vez de simplesmente incorporá-lo aos processos existentes”, diz Furlonger. “A IA precisa ser integrada à forma como os fluxos de trabalho funcionam, como as decisões são tomadas e como a empresa compete.”

 

Para ajudar os CEOs a atenderem às suas necessidades estratégicas de crescimento, o Gartner recomenda que os CIOs priorizem investimentos que reformulem os fluxos de trabalho em torno da inteligência, transformando a tomada de decisão e a entrega de valor em vez de apenas acelerar tarefas existentes.

 

Além disso, os líderes de TI devem construir arquiteturas modulares que garantam liberdade estratégica, reduzindo dependências rígidas para que a organização possa mudar de direção, trocar de fornecedores e ampliar novas capacidades conforme as condições de mercado evoluem.

 

Por fim, torna-se essencial medir resultados concretos em vez de atividades relacionadas à IA, estabelecendo métricas financeiras e operacionais claras — como unit economics, velocidade na tomada de decisões, tempo de chegada ao mercado e impacto para os clientes —, enquanto se governa a IA, o trabalho digital e a reformulação da força de trabalho como uma transformação integrada.

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