Edit Content

Menu

20 (1)

4 tendências de inovação em tecnologia para 2023

4 tendências de inovação em tecnologia para 2023

Compartilhar:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email
Share on whatsapp

Greentechs, Hiperpersonalização e Algorithmic Business são alguns projetos para manter-se atento no mercado nesse novo ano

*Por João Monjaraz

Mais um ano começando e, cada vez mais, precisamos entender o quanto a inovação em tecnologia é fundamental para o crescimento das organizações. A seguir, listo algumas tendências que vejo para essa área em 2023 e o porquê é fundamental considerá-las em seus negócios. Claro que não são as únicas que estão por vir e, também, vale reforçar a importância de customizá-las para cada segmento de mercado.



1 – Greentechs e a tecnologias regenerativas
Não é segredo para ninguém que o ESG é um tema relevante para todas as instituições que desejam crescer e se posicionar no mercado como inovadoras. Os princípios do ESG são essenciais para as estratégias de investimento. Focando em sustentabilidade, um dos pilares da sigla, observo como tendência a chegada das soluções greentechs. Mas, aqui, faço uma ressalva: na hora de criar ou buscar novas tecnologias, é preciso ter uma visão sistêmica para que essas soluções sejam autossustentáveis, senão trocaremos um problema pelo outro. Não é viável construir ou utilizar uma tecnologia para resolver determinada demanda atual se ela trará problemas no futuro. E é aqui que entram as tecnologias regenerativas, que nos ajudarão nessa visão estruturada.



Hoje é muito importante que cada produto e/ou serviço esteja desenhado, desde o início, pensando na sustentabilidade de uma maneira 360º e não individualizada. Além disso, em quaisquer dimensões do ESG, a tecnologia também tem que ser pensada para recuperar o que já foi perdido. Sei o quanto isso é complexo, mas acredito que um trabalho conjunto, com várias organizações do mercado, seja possível alcançar esse objetivo. Afinal, ao nos conectarmos com outros atores dentro do ecossistema, as iniciativas poderão ser melhoradas, não ficarão isoladas e teremos um impacto positivo maior para todos.

2 – Algorithmic Business
O uso de dados dos consumidores é um assunto que está em pauta há algum tempo, em várias vertentes, e não podemos considerar como tendência. Porém, vou além no assunto, enxergando o Algorithmic Business como uma grande estratégia para o futuro. Em tradução livre, “negócios algorítmicos” nada mais são do que a utilização de algoritmos matemáticos complexos para auxiliar na tomada de decisão das empresas, ou seja, seu uso é essencial para conduzir decisões de negócios aprimoradas ou, ainda, atuar na automação de processos para diferenciação competitiva.

O Algorithmic Business oferece uma maior velocidade de escalonamento para acelerar o negócio, além de permitir um melhor entendimento dos consumidores. Com essa compreensão, é possível saber com mais precisão o perfil do seu público e criar produtos e/ou serviços personalizados, olhando para a necessidade de cada cliente. Essa tendência facilitará chegar em certos nichos com mais personalização, sem ter um esforço tecnológico maior, já que a estratégia auxilia, em tempo real, ofertar produtos e serviços no momento oportuno. Vale lembrar que com o fim dos cookies, previsto para 2024, o desafio da personalização será ainda maior. Assim, as empresas precisam encontrar novas formas de obter essa inteligência do consumidor de maneira não invasiva.

3 – Experiências imersivas
Esse tipo de experiência também está entre as principais tendências para 2023. São aquelas que visam criar espaços originais e diferenciados para a audiência, não só para adquirir um produto ou serviço, mas também para experimentá-lo por meio dos cincos sentidos. Essa nova abordagem gera uma conexão mais próxima com o consumidor, mais engajamento e maior valorização da relação entre o cliente e a marca. O metaverso, por exemplo, é uma das linhas de experiência imersiva.

Em geral, o mercado e seus segmentos vêm explorando de distintas formas como poderá ser a sua atuação no mundo virtual. Entre essas iniciativas podemos ver a criação de ativos digitais como NFTs com o objetivo de dar para o consumidor novas formas de se conectar com a marca. Também estão acontecendo iniciativas do lado da criação de experiências meramente digitais, como eventos ou publicidade no metaverso, na busca de chegar a públicos mais específicos como poderiam ser os gamers.

Em 2023 seguiremos vendo experimentos só que com mais frequência e em mais segmentos do mercado, lembrando que o conceito de metaverso está ligado a diversas tecnologias que ainda estão num processo de amadurecimento, como a inteligência artificial, realidade virtual e blockchain.

4 – Hiperpersonalização dos serviços integrados
Nesse caso, voltamos a falar da utilização dos dados em busca de personalização em tempo real para o entendimento do perfil dos consumidores, porém dentro das micro jornadas. Já temos um avanço muito grande na compreensão das jornadas dos clientes, porém elas estão ficando cada vez mais complexas e não só dentro de um determinado setor do mercado. O caminho que o consumidor percorre é transversal, por meio de vários segmentos. Assim, para atender, ao máximo, a cada detalhe da jornada, ou seja, às micro jornadas com essa hiperpersonalização, eventualmente será necessário se integrar com demais organizações para uma visão única do ecossistema de negócios, a fim de atender o cliente em todo o seu trajeto.

Vale ressaltar ainda que a tecnologia e suas inovações têm um grande potencial para acelerar e escalonar os negócios. Para tanto, as empresas precisam ter um bom entendimento de seus processos internos, das necessidades do seu público e do contexto de mercado em que estão se desenvolvendo. É preciso uma constante observação interna, além da externa, com processos de cocriação aberta, conectando-se com outros atores do mercado, como já disse anteriormente. É fundamental ter essa sensibilidade com o objetivo de capturar os sinais de tendências e mudanças tecnológicas para aproveitá-las, mas sempre questionar os impactos no futuro.


*João Monjaraz é Gerente de Futuro e Novas Abordagens do Grupo Stefanini.