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IA acelera modernização da infraestrutura no Brasil, mas desafia governança de dados

IA acelera modernização da infraestrutura no Brasil, mas desafia governança de dados

Recorte brasileiro do Enterprise Cloud Index 2026, da Nutanix, mostra o avanço da inteligência artificial nas empresas, o crescimento do uso de containers e a preocupação com Shadow AI, soberania de dados e integração entre TI e negócio

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A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma pauta de inovação e passou a influenciar diretamente as decisões de infraestrutura, Segurança e governança das empresas brasileiras. Segundo dados do Enterprise Cloud Index (ECI) 2026, realizado pela Wakefield Research e Nutanix, 86% dos executivos brasileiros afirmam que a tecnologia acelera a adoção de containers nas organizações (32% em grande escala) e 71% dos que usam o modelo já desenvolvem novos sistemas diretamente nele.

 

O principal motivador desse dado é o desempenho operacional: 48% destacam ganhos de velocidade, confiabilidade e escalabilidade para os próximos 12 meses. De acordo com os dados, a adoção acelerada da tecnologia está impulsionando a modernização dos ambientes corporativos, mas também ampliando desafios relacionados ao controle de dados, segurança e integração entre áreas.

 

O estudo, que ouviu 1.600 executivos em 14 mercados, com 100 profissionais em cargos de gerência ou acima no recorte nacional, mostra que as organizações buscam equilibrar velocidade de inovação com maior controle operacional. Para sustentar as demandas de agilidade e escala da IA, os containers viraram prioridade.

 

Leonel Oliveira, diretor-geral da Nutanix Brasil, destaca que a evolução exige ambientes flexíveis: “A modernização passa por tornar os ambientes mais híbridos, garantindo flexibilidade e soberania dos dados. Quando a tecnologia é simples, ela elimina complexidades desnecessárias e permite focar no que realmente importa”.

 

Essa velocidade, contudo, expõe lacunas de governança: 74% dos executivos brasileiros já encontraram aplicações ou agentes de IA implementados fora da área de TI. O cenário, conhecido como Shadow AI, preocupa 81% dos líderes entrevistados, que consideram o uso não supervisionado um risco para o negócio.

 

“A TI se tornou responsável por viabilizar uma inovação que sempre buscou. A IA trouxe uma rapidez muito grande, e quando a empresa não encontra processos oficiais, as pessoas buscam alternativas”, pontua Marlon Menezes, Especialista em soluções e IA da Nutanix Brasil.  “Quanto mais se enrijecem as estruturas internas, mais lenta fica a operação. O caminho passa por educação, processos e responsabilidade”.

 

Soberania de dados e governança financeira na agenda

A preocupação com proteção e localização das informações também dita as regras: para 72% dos executivos, a soberania de dados é prioridade alta ou obrigatória nas decisões de infraestrutura. Esse cenário justifica a escolha dos ambientes: 49% das empresas executam aplicações conteinerizadas em ambientes locais ou nuvens privadas, enquanto 38% utilizam nuvens públicas, indicando preferência por modelos com maior controle sobre dados e operações.

 

Menezes destaca que diferentes setores começam a exigir requisitos claros de supervisão e responsabilidade: “As organizações precisam entender onde os dados estão, como são utilizados e quais controles existem. Nesse sentido, o avanço dos agentes de IA autônomos aumenta a necessidade de mecanismos rígidos de controle para evitar comportamentos indesejados”.

 

Além disso, a expansão traz uma nova discussão sobre custos e planejamento de longo prazo, pois há um descompasso entre a ambição do mercado e a preparação tecnológica atual. Globalmente, 59% das organizações esperam ter mais de cinco aplicações com IA nos próximos três anos, enquanto 82% afirmam que a infraestrutura atual não está totalmente pronta para suportar essas cargas de trabalho. Com o crescimento do consumo de recursos em nuvem, a governança financeira da tecnologia ganha relevância.

 

“A TI não pode mais ser apenas a área que autoriza ou bloqueia. Ela precisa atuar ajudando a construir o melhor caminho, equilibrando inovação, Segurança e eficiência. A IA não é demandada pela infraestrutura, mas pelo negócio. O papel da tecnologia é entender o problema, mapear processos e construir uma adoção que entregue valor real para a empresa”, conclui o Especialista.

 

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