O avanço da digitalização financeira no Brasil trouxe milhões de novos usuários ao sistema, mas revelou um desafio estrutural: a falta de letramento. Segundo dados do Banco Central e do FGC, apenas 14,3% dos brasileiros conseguem calcular juros simples. Nesse cenário, empresas do setor têm investido na produção de conteúdos educativos para ajudar consumidores a tomarem decisões mais conscientes e seguras no ambiente digital.
A 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban reforça o diagnóstico: 55% dos brasileiros admitem entender pouco ou nada sobre educação financeira, embora a maioria reconheça a importância do tema. Para as fintechs, o papel agora vai além de oferecer tecnologia; trata-se de reduzir riscos e ampliar a confiança do usuário, combatendo a desinformação e as promessas irreais de ganhos que alimentam golpes online.
“A inclusão financeira não acontece apenas quando disponibilizamos novas ferramentas, ela ocorre quando as pessoas entendem como utilizar esses recursos de forma consciente. As empresas do setor têm a responsabilidade de ampliar o acesso a informações de maneira simples e transparente”, afirma Marlon Tseng, CEO da Pagsmile. Para o executivo, a expansão dos pagamentos digitais exige um esforço redobrado na orientação sobre taxas e segurança.
Tseng destaca que usuários preparados para compreender prazos e riscos fortalecem todo o ecossistema. “A facilidade das transações digitais trouxe benefícios, mas exige que os usuários estejam prontos para evitar golpes. Quando as empresas investem em educação, ajudam a criar um ambiente mais seguro para todos”, pontua. O combate à fraude torna-se, assim, uma extensão direta da estratégia de negócio das instituições de pagamento.
Além da proteção ao consumidor, o letramento financeiro impulsiona o desenvolvimento econômico, usuários informados planejam melhor seus gastos e reduzem o endividamento, gerando impactos positivos no mercado. “Mais informação significa mais autonomia para o consumidor e um ambiente financeiro mais saudável e sustentável”, conclui o CEO da Pagsmile, reforçando que o conhecimento é a base para um ciclo econômico positivo no país.


